Como era antes
Não há processo. A descoberta é 100% humana e reativa: o relógio só começa a correr depois que a fila já se formou. Não existe alerta, não existe painel e não fica registro do incidente — nem chamado, nem log.
E havia uma lacuna anterior a essa: nada registrava quantos caixas a loja tem. A medição estabeleceu o piso em 13 terminais emitindo cupom, com a ressalva de que 13 números fiscais não são necessariamente 13 máquinas — o número pode ser reatribuído numa troca de equipamento, e vincular errado é pior do que não vincular.
O que eu fiz
Medi o que dava para medir e nomeei o que não dava.
O que dá: intervalos de silêncio entre cupons do mesmo caixa, normalizados pela cadência daquele caixa naquele dia. Sem essa normalização, um terminal de baixo giro parece parado o tempo todo. Resultado: 206 janelas anômalas em 30 dias.
O que não dá: o tempo até a descoberta. Não existe registro histórico e ele não é recuperável. Em vez de estimar, fica escrito como lacuna definitiva e passa a ser medido a partir do dia em que o alerta entrar no ar.
A leitura que interessa não é o total. As anomalias não se concentram nos caixas mais movimentados: um terminal faz mais de nove mil cupons com duas anomalias, enquanto outro faz menos da metade disso e acumula o maior tempo parado do parque. Existe diferença real entre terminais, e é exatamente isso que o monitor vai conseguir explicar.
O que mudou
Antes de existir tela, existe uma ressalva colada ao número: 206 janelas é teto superior, não contagem de falhas. O cupom não distingue caixa travado de operadora em pausa. Testei três filtros para separar os dois e nenhum resolveu — então o número se publica com a definição junto, nunca como "206 caixas travados".
E o critério de fracasso ficou combinado desde a abertura: se, 30 dias depois do alerta no ar, ninguém tiver reconhecido os eventos, o projeto não entregou — por mais verde que esteja a tela. Isso se reporta assim mesmo.