Como era antes
Manual, dentro da rotina de montar as nossas ofertas: alguém junta os encartes e digita numa planilha para comparar com o preço do ERP. Quando não é feito com método, baixa-se preço no boato — "ouvi dizer que o vizinho está mais barato".
O problema não é a planilha, é o relógio. O encarte do concorrente vale terça e quarta; a comparação fica pronta na sexta.
O que eu fiz
Uma rodada completa sobre três concorrentes e seis encartes: 142 itens lidos da foto e do PDF e casados contra os mais de 23 mil produtos com preço da loja. O casamento aceitável ficou em 88%, e a escada de decisão recusa em vez de chutar — dos itens que ela resolveu sozinha, sem humano, o acerto foi integral.
Dois achados mudaram o desenho:
- 42% dos itens anunciados têm preço condicional — clube, CPF, quantidade mínima, pack. Comparar o número grande do encarte com o nosso preço de prateleira compara coisas diferentes, e essa é a forma mais fácil de concluir que estamos caros quando não estamos.
- Sete itens que os três anunciam e nós não temos. Isso não é preço, é buraco de sortimento — e não aparece em nenhuma comparação de preço.
O que mudou
A folha de conferência sai com o link do encarte de origem em cada linha, e o veredito de quem revisa fica gravado na própria página. Cada correção humana alimenta o casamento, e a rodada seguinte custa menos: é essa curva que transforma piloto em rotina.
O que ainda não está provado, e por isso está escrito aqui: a acurácia da leitura de preço não foi verificada de forma independente. Quem extrai é o mesmo que se avaliaria, e isso não vale nota. Falta uma pessoa do comercial conferir a folha uma vez.