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Operação e produção · Castanha Supermercado · jul/2026 — hoje

Em curso

PCP — Controle de Fabricação Própria

A loja fabrica todo dia e não sabe quanto custa o que sai do forno

O módulo de produção do sistema de gestão foi abandonado. Sobraram quatro fichas técnicas cadastradas, saldo de insumo negativo e um custo de fabricação própria que ninguém confia.

Como era antes

O supermercado fabrica todo dia: padaria, açougue, rotisseria. Mas o módulo de produção do sistema de gestão tinha sido abandonado anos antes, e o que sobrou dele era pior que o vazio — quatro fichas técnicas cadastradas para uma operação inteira, e saldo de insumo negativo em vários itens porque ninguém apontava o consumo.

O efeito prático: a lista do que separar para produzir era papel e memória, e o custo do que saía do forno era chute. Quando a margem da seção vinha ruim no fechamento, não havia como saber se o problema era preço, desperdício ou ficha mal dimensionada.

O que eu fiz

Dois aplicativos em produção, sobre um banco próprio alimentado pelo sistema de gestão:

Fichas técnicas — cada produto fabricado passa a ter a composição, o rendimento e o custo por unidade. Busca por código, código de barras ou nome. E o caminho inverso, que é o que o comprador queria: dado um insumo, em quais fichas ele entra, quanto pesa no custo de cada uma e qual a participação dele.

Lista de separação — o mapa de produção do dia, no celular, na mão de quem vai separar.

Depois vieram os rótulos. O nutricionista pedia rotulagem automática e mantinha uma planilha que refazia, à mão, a mesma conta que a ficha técnica já tinha no banco. O motor de cálculo nutricional entrou no aplicativo, com a etiqueta e o selo frontal saindo na arte oficial da norma — não redesenhada.

O que mudou

O custo de fabricação deixou de ser opinião. 1.554 insumos ativos passaram a ter custo recalculado pela última compra em vez do custo médio de estoque, e cada um grava de onde o número veio — última compra ou média — para que ninguém precise adivinhar depois.

O que ainda não posso afirmar: a margem da fabricação própria subiu no período, mas não houve grupo de controle. Preço, mix e sazonalidade mudaram na mesma janela, e atribuir a alta ao projeto seria confortável e errado. O número está medido; a causa, não.

E o gargalo de hoje não é código: é composição nutricional de insumo. O motor está pronto e correto, e o que trava a emissão do rótulo é dado que ainda não existe no cadastro. Isso está escrito assim, e não como "quase pronto".

O que eu aprendi

Custo médio de estoque não serve para decidir preço de produção — ele carrega compra velha e amortece a alta. Troquei pelo custo da última compra, com o médio só como reserva, e passei a gravar de onde cada custo veio. Sem esse carimbo, ninguém consegue auditar um número que muda de origem sozinho.

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