Como era antes
Ninguém tirava produto da vitrine por indisponibilidade. O item ficava ativo no canal online independentemente de existir fisicamente na loja, e a correção só acontecia quando alguém reparava num caso específico. O cliente descobria no lugar errado: quando o pedido chegava incompleto.
O que eu fiz
Medi antes de propor qualquer regra. Cruzei 226 pedidos de meio mês com o estoque do ERP e com a BI de ruptura, e a medição derrubou a premissa do pedido original: 508 dos 542 itens cortados tinham saldo positivo no sistema no dia do corte. Despublicar por "ruptura real" tocaria 2% do problema.
O sinal que funciona não é o saldo, é o comportamento do item. Duas condições juntas — dias sem passar no caixa e já ter sido cortado na semana — acertam 87% das vezes, contra 13% de acerto do acaso.
Depois disso testei a regra contra oito rupturas que as separadoras confirmaram na loja. Duas versões da regra reprovaram antes da atual, e a versão aprovada cobre duas das oito. As outras seis entram numa lista de conferência em vez de sair do ar — é a consequência aceita de ficar só na faixa de alta precisão.
O que mudou
A vitrine deixa de mentir em 7.581 cadastros mortos, preservando 97,4% das linhas de pedido. O item volta sozinho quando torna a vender, sem lista de aprovação manual.
E ficou registrado o que este projeto não faz: ele não conserta a ruptura física. Ele impede o site de prometer o que a loja não entrega. A causa raiz continua sendo de compras e reposição, e prometer o contrário aqui seria vender o que não existe.